A Apple divulgou nesta quinta-feira (30) os resultados do quarto trimestre fiscal de 2025, atraindo atenção renovada do mercado global de tecnologia. A companhia registrou lucro líquido de US$ 27,47 bilhões e receita de US$ 102,5 bilhões, números que superaram com folga as projeções de analistas e reforçaram a força comercial da linha iPhone 17.
Números do trimestre
O desempenho da Apple avançou cerca de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação ficou em US$ 1,85, acima da estimativa média de consultorias internacionais, que apontava para US$ 1,78. A empresa atribuiu parte desse crescimento à boa recepção do iPhone 17, cuja nova geração trouxe melhorias de desempenho, câmera e autonomia.
Além da força da linha de smartphones, a Apple destacou ganho de participação em mercados emergentes, aumento do tíquete médio e maior demanda por aparelhos com mais capacidade de armazenamento. Reajustes de preços e programas de troca também ajudaram a elevar a receita por unidade vendida.
A receita total alcançou US$ 102,5 bilhões, alta de aproximadamente 8% ante 2024. As vendas de iPhones somaram pouco mais de US$ 49 bilhões, impulsionadas pelo chip da série A, que proporcionou ganhos relevantes de eficiência energética.
O segmento de serviços — que engloba App Store, iCloud, Apple Music, Apple TV+ e outras assinaturas — também registrou recorde, superando US$ 28 bilhões no trimestre. A divisão se consolidou como motor importante de faturamento, com margens superiores às do hardware tradicional.
Parte dos dados financeiros foi confirmada em documentos regulatórios e relatórios enviados a investidores, além de informações publicadas pela Reuters.
O que avançou no trimestre
As vendas da linha iPhone 17 permaneceram como o principal propulsor dos resultados, mantendo a relevância histórica do produto dentro da estratégia da Apple. As melhorias apresentadas no aparelho ajudaram a fortalecer o ritmo de crescimento, especialmente em regiões com demanda mais sensível à performance.
O setor de serviços continuou sendo uma das divisões mais rentáveis da empresa, com aumento consistente na base de assinantes e maior recorrência de receitas. A combinação de assinaturas e ecossistema integrado reforça o objetivo da companhia de reduzir a dependência exclusiva do hardware.
- Lucro líquido aproximado de US$ 27,5 bilhões;
- Receita total próxima de US$ 102,5 bilhões;
- Serviços digitais registram expansão contínua;
- iPhone 17 sustenta crescimento global do faturamento.
Como o mercado reagiu ao desempenho
Após a divulgação dos resultados, as ações da Apple subiram mais de 4% no after market em Nova York. A reação positiva ocorreu mesmo em um ambiente marcado por questionamentos sobre a força da demanda global por novos dispositivos.
O desempenho reforça a liderança da Apple entre as grandes empresas de tecnologia que dominam a capitalização das bolsas norte-americanas. A companhia mantém elevada geração de caixa e posição financeira confortável, o que permite sustentar recompras de ações e distribuir dividendos regulares.
Para investidores, os números acima do esperado funcionam como termômetro para o setor de tecnologia, influenciando desde ETFs globais até carteiras expostas a big techs. No Brasil, uma forma comum de acessar esse tipo de exposição é por meio de ETFs internacionais e fundos globais. O Guia de Investimentos Internacionais oferece orientações sobre alternativas de diversificação.
Pontos que podem influenciar os próximos ciclos
Para o próximo ano fiscal, a Apple projeta crescimento moderado, com foco em serviços digitais e integração mais profunda entre hardware e software. A ampliação do uso de inteligência artificial em seus sistemas operacionais também está entre as prioridades.
Projetos envolvendo realidade mista, experiências imersivas e personalização baseada em IA embarcada estão no radar da empresa. A expectativa é que novos dispositivos, incluindo óculos de realidade mista e atualizações de Macs e iPads, ampliem oportunidades de receita.
Melhorias no VisionOS e maior integração entre dispositivos devem fortalecer o ecossistema da Apple, incentivando novos ciclos de atualização entre consumidores.
O que investidores precisam observar no setor de tecnologia
Os resultados reforçam a capacidade da Apple de manter vantagem competitiva em um ambiente marcado por forte disputa entre big techs. O avanço consistente do segmento de serviços e o desempenho sólido do iPhone 17 mostram que a companhia segue competitiva mesmo em ciclos mais desafiadores.
Ao mesmo tempo, o potencial de expansão depende de novas iniciativas em inteligência artificial, evolução do ecossistema e capacidade de inovação. Para quem investe no setor, acompanhar o ritmo global de adoção de IA, tendências de consumo digital e atualização de produtos ajuda a entender movimentos futuros.




