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Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) se tornaram, ao longo dos anos, um dos caminhos mais usados para sair da poupança sem abrir mão da segurança. Em 2025, o produto continua no centro da renda fixa, mas em um ambiente diferente: plataformas digitais disputam taxas melhores, bancos menores pagam prêmios mais altos e a taxa básica de juros segue como referência para quase todas as decisões. Entender como o CDB funciona, seus tipos, riscos, custos e formas de usar esse instrumento é um passo importante para qualquer investidor que queira planejar o patrimônio com calma. É um aprendizado que costuma evoluir conforme a pessoa acompanha, no tempo, a combinação entre juros, prazos e objetivos pessoais.

Ao longo deste guia, vamos explicar o que é o CDB, como se dá a relação com o CDI, quais são as diferenças entre pós-fixados, prefixados e híbridos, qual o papel do FGC, como funciona a tabela de Imposto de Renda e em que cenários esse título costuma fazer mais sentido. Também apresentamos um comparativo com alternativas como LCI/LCA e Tesouro Selic, ajudando a enxergar onde o CDB se encaixa dentro de uma estratégia maior de renda fixa e planejamento financeiro. Para quem está estruturando a base da carteira, o conteúdo se integra naturalmente ao que é tratado no Guia de Investimentos em 2025, que discute o desenho global do portfólio.

Sumário

1. O que é um CDB

O Certificado de Depósito Bancário é um título de renda fixa emitido por bancos com um objetivo simples: captar recursos junto aos investidores para financiar as atividades de crédito da instituição. Em troca, o banco se compromete a devolver o valor aplicado acrescido de juros, seguindo condições definidas no momento da aplicação. Do ponto de vista jurídico, o investidor se torna credor daquele banco enquanto o título estiver em vigor.

O CDB é um dos instrumentos básicos de captação bancária, ao lado de letras financeiras e outros títulos de dívida. Sua importância decorre da combinação entre três elementos: previsibilidade de remuneração, ampla oferta em diferentes prazos e a presença da garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) dentro de certos limites. Esses fatores explicam por que, ao migrar da poupança, muitos investidores encontram nos CDBs um primeiro passo natural para construir uma base de renda fixa mais eficiente.

No varejo, o produto costuma ser oferecido por bancos de grande porte, bancos médios e instituições menores que atuam de maneira mais agressiva em taxas. A concorrência entre emissores gerou um mercado em que a mesma aplicação pode render de forma bastante distinta dependendo do banco escolhido, do prazo e do tipo de remuneração. Por isso, avaliar o contexto de cada oferta tornou-se tão importante quanto conhecer a definição formal do CDB.

2. Como o CDB funciona na prática

Na prática, o funcionamento do CDB é direto. O investidor aplica um valor em reais, a instituição registra a operação e o título passa a seguir as regras de remuneração contratadas. Em muitos casos, existe um prazo de vencimento definido, a partir do qual o banco devolve o capital acrescido dos juros. Alguns títulos permitem resgate antecipado com liquidez diária, enquanto outros exigem permanência até a data final.

A forma como a taxa é apresentada varia conforme o tipo do título. Nos CDBs pós-fixados, a remuneração é um percentual de um indicador, geralmente o CDI (por exemplo, 100% do CDI ou 115% do CDI). Em CDBs prefixados, a taxa é fixa desde o início (como 11% ao ano). Em CDBs híbridos, a remuneração combina um indexador de inflação (por exemplo, IPCA) mais uma taxa de juros real.

Outro ponto central é a relação entre prazo, taxa e emissor. Títulos de bancos grandes tendem a pagar percentuais mais baixos, refletindo risco de crédito percebido como menor. Bancos médios e pequenos, por sua vez, pagam prêmios mais elevados para atrair recursos, justamente por precisarem competir com grandes instituições. Em paralelo, prazos mais longos costumam ser remunerados com taxas maiores, compensando o investidor pelo tempo em que o dinheiro ficará indisponível.

Embora o produto seja simples na superfície, o comportamento da rentabilidade no dia a dia depende de fatores como política monetária, condições de crédito e cenário econômico. Por isso, o CDB não deve ser analisado isoladamente, e sim como parte de uma estratégia de renda fixa que também pode incluir outros títulos, como LCIs, LCAs e investimentos isentos de IR de renda fixa.

3. Tipos de CDB e como cada um se comporta

Os CDBs podem ser agrupados em três grandes grupos de remuneração, cada um com um comportamento diferente em relação aos juros, à inflação e ao risco de perder oportunidades ao longo do tempo.

CDB pós-fixado (atrelado ao CDI)

É o modelo mais comum. O título paga um percentual da taxa de referência interbancária, como 100%, 110% ou 115% do CDI. A lógica é simples: se a taxa sobe, a rentabilidade acompanha; se cai, o rendimento diminui. Por isso, esses CDBs são adequados para momentos em que a taxa básica de juros está elevada ou num patamar ainda incerto.

CDB prefixado

Nos CDBs prefixados, a taxa é definida e conhecida no momento da aplicação (por exemplo, 11,5% ao ano). O investidor sabe exatamente quanto irá receber se mantiver o título até o vencimento. A vantagem está na previsibilidade; o risco está na possibilidade de a taxa de juros subir no futuro, tornando a remuneração contratada menos atraente em comparação ao que o mercado passa a pagar.

CDB híbrido (atrelado à inflação)

Os CDBs híbridos combinam uma taxa de juros real com um indexador de inflação, como IPCA + 5% ao ano. A proposta é proteger o poder de compra, oferecendo uma remuneração acima da variação de preços. Esses títulos costumam ser usados em estratégias de médio e longo prazo, especialmente por quem deseja preservar o valor real do patrimônio e está disposto a conviver com oscilações de mercado enquanto a inflação e os juros se ajustam.

4. Como funciona a remuneração: CDI, prefixados e inflação

A remuneração de um CDB está diretamente ligada ao movimento dos juros no país e à forma como o título foi estruturado. Nos pós-fixados, o principal indicador é o CDI, taxa muito próxima da Selic efetiva, calculada com base em operações interbancárias registradas na B3. Em CDBs atrelados a esse parâmetro, o investidor acompanha a evolução da política monetária, sem precisar prever o nível exato de juros no futuro.

Nos prefixados, a dinâmica é outra. A taxa embute expectativas sobre inflação, trajetória da Selic e prêmio de risco do emissor. Quando o mercado acredita que os juros vão cair, é comum que as taxas prefixadas recuem, tornando mais difícil encontrar oportunidades muito elevadas. Já em períodos de incerteza ou de aperto monetário, essas taxas podem subir, oferecendo, para quem acerta o momento, uma remuneração real acima da inflação.

Nos CDBs híbridos, a referência é a inflação medida pelo IPCA, somada a uma taxa fixa de juros reais. O objetivo é garantir, em termos teóricos, uma rentabilidade acima da inflação ao longo do tempo. A experiência mostra, porém, que a percepção de risco fiscal e monetário do país influencia diretamente o nível desses prêmios reais, o que faz com que a atratividade desses títulos varie ao longo dos ciclos econômicos.

Do ponto de vista institucional, materiais do Banco Central do Brasil ajudam a compreender o cenário de juros, enquanto publicações da ANBIMA explicam padrões de remuneração de títulos privados. Para o investidor, essa leitura técnica se traduz em decisões práticas: escolher entre pós-fixados, prefixados ou híbridos de acordo com o momento da economia e seus próprios objetivos de prazo e liquidez.

5. Riscos do CDB e como interpretá-los

Apesar de ser um título de renda fixa, o CDB não é isento de riscos. O mais evidente é o risco de crédito, ou seja, a possibilidade de o banco emissor enfrentar dificuldades financeiras e não conseguir honrar os pagamentos de juros e principal. Esse risco é mitigado, até certo limite, pela proteção do FGC, mas continua existindo principalmente para valores acima da cobertura garantida ou em instituições com perfil mais frágil.

Outro ponto relevante é o risco de liquidez. Muitos CDBs possuem período de carência ou não permitem resgates antecipados. Em situações em que o investidor precisa do dinheiro antes do vencimento, a falta de liquidez diária pode gerar dificuldades práticas, obrigando a venda secundária, quando disponível, ou a permanência até o fim do prazo, mesmo que o cenário de juros tenha mudado de forma significativa.

Em títulos prefixados e híbridos, existe ainda o impacto da chamada marcação a mercado em algumas plataformas e fundos. Quando as taxas de juros sobem, o valor de mercado de títulos com taxas antigas tende a cair, reduzindo o preço de negociação antes do vencimento. No caso de CDBs mantidos em carteira até o fim do prazo e sem marcação diária, o investidor recebe a taxa contratada; mas, ao acompanhar oscilações, é importante saber que a taxa “atrativa” de hoje pode parecer modesta diante de um cenário de juros mais altos.

Os riscos não anulam a utilidade do CDB, mas exigem uma leitura mais cuidadosa. O investidor precisa saber em que medida o banco emissor é sólido, qual o prazo de vencimento, como funciona o resgate e se aquela aplicação é compatível com seus objetivos de curto, médio ou longo prazo.

6. Benefícios e papel do FGC

Os benefícios do CDB estão ligados à combinação entre segurança, diversidade de emissores e possibilidade de retornos superiores à poupança. Com um pouco de pesquisa, é relativamente comum encontrar CDBs de bancos médios pagando percentuais elevados do CDI, o que permite construir uma base de renda fixa com retorno competitivo, mantendo o risco em níveis considerados administráveis para muitos perfis.

Um componente central dessa percepção de segurança é o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A entidade oferece garantia de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, em casos de intervenção ou liquidação de bancos associados. Na prática, isso significa que investidores que respeitam esses limites conseguem diversificar entre instituições diferentes e reduzir bastante o impacto de um eventual problema de crédito.

Além disso, o CDB é um produto simples de acompanhar. O investidor enxerga no extrato a evolução da aplicação e, em muitos casos, tem acesso a simulações que projetam o valor de resgate na data de vencimento. Em termos de planejamento, esses títulos dialogam bem com objetivos como formação de reserva de oportunidade, metas de médio prazo e parte da estratégia de renda fixa descrita em maior profundidade no Guia de Fundos de Renda Fixa em 2025.

7. Tributação e o efeito do IR regressivo

Os rendimentos de CDBs estão sujeitos à tabela regressiva de Imposto de Renda, que incide apenas sobre o ganho, nunca sobre o principal investido. As alíquotas atuais seguem a seguinte estrutura:

  • Aplicações de até 180 dias: 22,5% sobre o lucro;
  • De 181 a 360 dias: 20%;
  • De 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Acima de 720 dias: 15%.

O imposto é retido na fonte no momento do resgate ou do vencimento, e o investidor visualiza o valor já líquido na conta. Para aplicações resgatadas antes de 30 dias, também há incidência de IOF sobre o rendimento, com alíquota decrescente até zerar neste prazo. Esse desenho torna o CDB mais eficiente quanto maior for o horizonte de investimento, pois quanto mais tempo o dinheiro permanece aplicado, menor a alíquota de IR.

Do ponto de vista prático, isso significa que o investidor não deve comparar apenas a taxa oferecida, mas a rentabilidade líquida. Muitas vezes, um CDB com taxa menor e prazo mais longo pode gerar resultado final semelhante ao de aplicações com taxas maiores, porém resgatadas antes do período ideal. Materiais de educação financeira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ressaltam a importância de considerar tributação, custos e prazo ao avaliar alternativas de renda fixa.

Na declaração anual, os CDBs são informados na ficha de “Bens e Direitos” pelo valor de aquisição e os rendimentos já aparecem como “imposto retido na fonte”, dispensando cálculos adicionais para a maior parte dos investidores pessoa física.

8. Estratégias de alocação em 2025

Em 2025, o CDB continua sendo um instrumento relevante para diferentes perfis de investidor, mas seu uso exige distinção clara entre objetivos. Para reserva de emergência, CDBs pós-fixados com liquidez diária e boa solidez de emissor tendem a ser uma escolha recorrente, desde que ofereçam taxa próxima ou superior ao CDI de referência e não imponham restrições relevantes de resgate.

Para metas de médio prazo, como troca de carro, cursos ou reformas, o produto pode ser estruturado com prazos de um a três anos, explorando CDBs pós-fixados de bancos médios, sempre respeitando os limites do FGC. Essa abordagem permite buscar retorno superior ao de títulos com liquidez diária, sem perder a previsibilidade característica da renda fixa. Nessa etapa, a comparação com alternativas isentas, como LCIs e LCAs, passa a ser fundamental para entender o equilíbrio entre taxa bruta e resultado líquido.

Já para horizontes mais longos, investidores dispostos a conviver com oscilações de mercado e com ciclos de juros podem considerar CDBs prefixados ou híbridos, desde que o volume alocado seja compatível com o restante da carteira. Em alguns casos, esses títulos servem como complemento a estratégias com títulos públicos e fundos, compondo a parte da renda fixa que busca retorno real acima da inflação. Uma análise introdutória dessa lógica aparece também no Guia Tesouro Direto 2025, que discute o papel dos títulos públicos dentro do portfólio.

Na prática, a estratégia mais consistente não se apoia em um único CDB, e sim em um conjunto de posições com prazos e emissores diferentes, equilibrando liquidez, risco de crédito e potencial de retorno. A forma como cada investidor monta essa combinação depende de renda, objetivos, tolerância a risco e necessidade de acesso rápido ao dinheiro.

9. Cenário econômico e impacto nos CDBs

O desempenho dos CDBs em 2025 está diretamente ligado ao patamar da taxa básica de juros e à percepção de risco em relação à economia brasileira. Em um ambiente de Selic ainda elevada, os pós-fixados atrelados ao CDI tendem a manter uma remuneração atrativa em termos nominais, o que reforça seu papel como base de renda fixa para perfis conservadores e moderados.

À medida que o Banco Central ajusta a política monetária, decisões sobre trajetória de juros afetam tanto as taxas oferecidas em novas emissões quanto a atratividade de títulos já contratados. Relatórios divulgados pelo próprio Banco Central e estudos de mercado ajudam a mapear esses movimentos, mas a experiência mostra que é raro encontrar o “ponto perfeito” de contratação. Por isso, muitos investidores preferem estruturar a alocação de forma gradual, em vez de concentrar tudo em um único momento.

O cenário fiscal, o comportamento da inflação, a entrada e saída de capital estrangeiro e a confiança nas instituições também ajudam a determinar o prêmio de risco embutido nas taxas. Em períodos de maior incerteza, bancos podem elevar a remuneração de CDBs para atrair recursos; em momentos de estabilidade, é comum que as taxas recuem. Essa dinâmica reforça a importância de acompanhar as condições gerais da economia, mas sem perder de vista que o produto deve servir, antes de tudo, aos objetivos individuais do investidor.

10. Comparativo entre CDB, LCI/LCA e Tesouro Selic

Para entender melhor onde o CDB se posiciona dentro do universo da renda fixa, é útil compará-lo com alternativas próximas, como LCI/LCA e Tesouro Selic. O quadro a seguir resume as principais diferenças entre esses instrumentos em termos de tributação, liquidez, risco de crédito e adequação a objetivos de curto e médio prazo.

A leitura comparativa mostra que o CDB se destaca pela variedade de emissores e prazos, além da flexibilidade em taxas pós-fixadas, prefixadas e híbridas. LCIs e LCAs ganham força quando a isenção de IR compensa percentuais aparentemente menores, enquanto o Tesouro Selic oferece o padrão de segurança soberana, com liquidez diária e facilidade de acompanhamento. O investidor, ao observar esses elementos em conjunto, passa a enxergar que não se trata de escolher um “vencedor” absoluto, e sim de montar uma combinação coerente com o seu plano financeiro.

11. Perguntas frequentes sobre CDB

1. CDB é seguro?
CDBs de bancos associados ao FGC, dentro dos limites de cobertura, são considerados de baixo risco para a maioria dos perfis, especialmente quando o investidor diversifica entre instituições. Ainda assim, é sempre importante observar a saúde financeira do emissor, o prazo e o valor aplicado.

2. CDB rende mais do que a poupança?
Na maior parte dos cenários de juros observados nos últimos anos, CDBs pós-fixados com taxas competitivas renderam mais do que a poupança, especialmente em prazos acima de seis meses. A diferença fica mais evidente quando se considera a rentabilidade líquida após Imposto de Renda.

3. Posso perder dinheiro em CDB?
Em condições normais, mantendo o título até o vencimento e respeitando os limites do FGC, o investidor não perde capital nominal. No entanto, há risco de perda de poder de compra se a inflação superar a taxa efetiva, e, em cenários extremos, o risco de crédito do emissor, que o FGC busca mitigar até certo patamar.

4. Como escolher entre CDB e LCI/LCA?
A decisão passa por comparar a taxa líquida esperada. Como LCIs e LCAs são isentas de IR para pessoa física, uma taxa aparentemente mais baixa pode superar o resultado líquido de CDBs tributados. A liquidez, o prazo e o emissor também devem ser avaliados em conjunto.

5. Preciso declarar CDB no Imposto de Renda?
Sim. O valor aplicado deve ser informado na ficha de “Bens e Direitos” da declaração anual, enquanto os rendimentos aparecem automaticamente com o imposto já retido na fonte. Informes fornecidos pelas instituições financeiras consolidam esses dados para facilitar o preenchimento.

12. Reflexões finais

O CDB permanece, em 2025, como um alicerce importante da renda fixa, sobretudo para quem deseja se afastar da poupança sem assumir riscos excessivos. A variedade de emissores, prazos e formas de remuneração permite que esse título dialogue com diferentes objetivos, desde a reserva de emergência até estratégias de retorno real em horizontes mais longos.

Ao mesmo tempo, a experiência mostra que o produto só revela todo o seu potencial quando é analisado em conjunto com o restante da carteira. Entender o papel da liquidez, do risco de crédito, da inflação e da tributação ajuda a transformar taxas em decisões concretas, mais alinhadas à realidade de cada investidor. Com o tempo, a leitura desses elementos deixa de ser um exercício abstrato e passa a fazer parte do cotidiano de quem acompanha seus próprios números com atenção.

Usar o CDB de forma inteligente não significa buscar a maior taxa isoladamente, mas encaixar o título na arquitetura geral do planejamento financeiro, ao lado de outros instrumentos de renda fixa e de renda variável. É nessa combinação, seguindo um plano realista e bem construído, que o investidor tende a perceber que a renda fixa deixa de ser apenas um refúgio e passa a ser um componente ativo da estratégia de construção de patrimônio.


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